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Barcelona nos passos de Gaudí

 

 O nosso dia começou com uma visita ao Parque Güell, construído na montanha El Carmel, numa parceria do artista com o empresário e também artista, Eusebi Güell. Este não foi o primeiro projeto dos dois visionários , Güell já havia encomendado para Gaudí um prédio de moradia conhecido como Palácio Güell , era seu mecenas e lhe dava total liberdade na execução dos projetos.

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Contudo, embora fruto de grande empenho , o Parque Güell foi um fracasso comercial: estava previsto construir um novo bairro aos moldes dos condomínios modernos, com aproximadamente 60 moradias espalhadas num imenso jardim, nas imediações da cidade e com uma vista panorâmica sobre toda Barcelona. Mas o projeto se tornou pouco atrativo para os barceloneses –que achavam distante do centro de Barcelona– e somente foram vendidos dois terrenos: um deles é a atual Casa Museu Gaudí, onde viveu o arquiteto entre 1906 e 1926 , obra do seu colaborador Francesc Berenguer; e a outra a Casa Trias, propriedade de um amigo de Güell e Gaudí.

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Em 1906 já se começou a ver que o projeto não daria certo; ainda assim, as obras prosseguiram nas áreas comuns até o começo da I Guerra Mundial. Depois da morte do conde Güell em 1918, os seus herdeiros decidiram vender o parque ao Município para convertê-lo em espaço público, sendo inaugurado em 1922.

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Olhem o privilégio destas crianças que se exercitam praticamente dentro do parque!

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Existem formas onduladas, parecidas aos rios de lava,  passeios cobertos com colunas em forma de árvores, estalactites e outros formatos orgânicos. Muitas das superfícies estão cobertas por mosaicos.

Uma curiosidade é que o artista escolhia os seus colaboradores  para estas montagens de mosaicos testando a sua capacidade de combinar cores com os pequenos cacos de cerâmica espalhados pelo chão, o que fosse capaz de criar uma obra equilibrada juntava-se ao grupo de empregados.

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O parque é dos destinos turísticos mais procurados da cidade , aconselho a chegar cedo , depois é complicado conseguir enchergar o dragão, logotipo do parque. Falando em simbologia, por aqui não faltam alusões políticas e religiosas, já na entrada o acesso ao parque representa a entrada ao Paraíso, o dragão pode ser a representação de píton  de Delfos e assim vários elementos cristãos e mitológicos se misturam.

O ponto central do Parque Güell é a praça com o famoso banco ondulante de 110 metros de comprimento. Esta praça é mantida em chão batido, devido ao recolhimento da água que é drenada e canalizada pelas colunas que a sustentam e é acumulada num depósito subterrâneo , posteriormente empregada para regar o parque. Se o depósito ultrapassar um limite determinado, a água é expulsa pela salamandra que dá a boas-vindas ao parque. Reparem na modernidade disto tudo , somente há pouco tempo ouvimos falar em preservar água e recolher a chuva para reutilizá-la.


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Terminamos nosso périplo ” Gaudiniano” com uma visita a menos conhecida Casa Batlló. Em pleno Passeio de Gracia foi resultado de uma reforma encomendada ao arquiteto, que, em dois anos, transformou o prédio em uma “ Casa de Ossos” .

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A genialidade está em trabalhar somente com linhas curvas e cobrir toda estrutura em cores e mosaicos envolvendo o visitante, ou, no caso original , o morador, num cenário orgânico onde a luz compõe um elemento funcional. Nenhuma peça do empreendimento fica desprovida de luz natural, sendo que para isto o prédio foi idealizado como um caracol.

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No poço central, onde a luz vai aumentando à medida que subimos, os ladrilhos diminuem a intensidade do azul na mesma proporção e todas as esquadria são desenhadas especialmente para sua posição na fachada, criando um esqueleto externo como uma carapaça.

 

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A cobertura do prédio é trabalhada como se fosse a pele de um dinossauro ou dragão e a parte destinada ao serviçais tem detalhes criativos e funcionais, além de ser toda revestida de branco.

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Para fechar a visita, o café foi decorado com móveis inspirados no artista e assim podemos experimentar a comodidade das lindas cadeiras e utensílios de mesa.

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Mais que um tour , esta visita à Barcelona de Gaudí foi uma experiência de gerações , de aprendizado através de diferentes sensibilidades e de comprovação de que aquilo que mais prezamos e valorizamos, nossos exemplos, acabam um dia dando frutos e renascendo nas gerações vindouras, como uma releitura de uma obra de arte.

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