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Encarando o magiar em Budapeste, o único idioma que o Diabo respeita

A capital mais jovem e festeira da Europa Central, merece esta introdução.

Budapeste, capital do Estado Magiar da Hungria tem tantas facetas quantos anos de existência.

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Parlamento Húngaro

Em minha primeira visita , nos idos de 1990, senti a cidade muito soturna. As pessoas eram sérias e ainda guardavam um ar triste e cabisbaixo. Lá se foram mais de 20 anos e Budapeste renasceu , vibrante alegre e moderna.

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Meninas húngaras preparadas para festival típico

Hoje é uma capital festiva onde os europeus de outras paragens vem para comemorar despedidas de solteiro e festas de formatura. Tem uma vida noturna que mistura o underground com uma pegada mais vanguardista, um astral muito legal mesmo. Além de ser uma cidade muiiito quente no auge do verão, o que estimula noites longas pelas ruas movimentadas.

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Bares modernos de vida noturna

Nos museus de Viena, reina uma ideia romântica sobre o antigo Império Austro-Húngaro, onde a Hungria era vista como uma feliz e subserviente nação ligada à Áustria. Contada pelo lado magiar, essa mesma história mostra que a Hungria não estava tão contente assim. Embora constituíssem dois estados irmãos, com capitais diversas e uma certa independência politica , o poder estava praticamente todo nas mãos dos austríacos o que gerava um incomodo que nem a simpatia de Sissi, a bela e amada imperatriz, conseguia minimizar.

Ao longo do calçadão que acompanha os trilhos do tram entre a Praça Eötvös e a Rua Március 15 se encontram algumas das estátuas mais simpáticas da cidade. Aqui é um ótimo lugar para escolher uma boa mesa na calçada e ver o tempo passar. 

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A Pequena Princesa

Sentada na grade dos trilhos do tram, fica a pequena princesa do artista László Marton. A estátua, que é um dos símbolos de Budapeste, não tem identificação e, por isso, costuma ser confundida com um bobo da corte. A obra foi inspirada na filha de Marton, que costumava brincar de princesa usando um roupão de banho, para simular o manto real, e uma coroa feita de jornal.

 

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Margem do Danúbio em Peste

Buda e Peste. A capital da Hungria era dividida em duas cidades até 1873 e, apesar de ter se tornado Budapeste desde então, é comum as pessoas se referirem ainda aos lados para melhor identificação e localização dos bairros.

 

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Ponte Sazabadsag

Cortada pelo rio Danúbio, Budapeste tem em seu lado ‘Buda’, na margem direita, as atrações mais históricas, como o Castelo de Buda, museus, áreas verdes e residenciais. Já no lado ‘Peste’ é onde a agitação acontece, com bares, restaurantes, pubs, hotéis além de outros pontos turísticos, como o Parlamento. Com muitos monumentos históricos, a cidade é conhecida como a “Pérola do Danúbio”.

Nos  hospedamos em Peste , parte mais movimentada e próxima das principais atrações. Adoramos nosso hotel , pelo atendimento, localização  e acomodações: Moments Budapest.


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Moments Budapest

Buda

Localizado na parte da cidade chamada Buda, o Castelo foi durante muitos anos a residência dos reis da Hungria. Atualmente, é um grande complexo onde se encontram alguns pontos turísticos como a Galeria Nacional Húngara, o Museu de História de Budapeste e a Biblioteca Széchenyi.

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Cidadela do Castelo 

Adorei caminhar pela parte mais residencial de Buda , tanto na parte alta onde as casas são mais histórica mas reina uma paz inimaginável nas movimentadas ruas de Peste quanto nas ruas próximas ao rio onde encontramos simpáticos cafés bem locais.

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Bairro do Castelo

O Castelo de Buda tem ligação com a Ponte das Correntes, fazendo com que durante a noite o passeio também seja uma ótima opção, por conta das luzes do conjunto. Podem subir de funicular ou a pé pelo bairro.

 

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Ponte das Correntes

Bastião dos Pescadores é um mirante/monumento em Budapeste de arquitetura neogótica construído em homenagem às sete tribos que fundaram a Hungria séculos atrás, onde cada torre do Bastião representa uma das tribos. O Bastião foi aberto ao público no início do século XX em um local onde os pescadores costumavam vender seus peixes, daí a origem do nome. Não vale a pena pagar a entrada , pois a vista da varanda em seguida é quase igual a parte paga!

 

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Bastião dos Pescadores

Igreja de Matias, mais famosa igreja da capital da Hungria, foi local de cerimônias e coroações de reis e rainhas e, graças à arquitetura de seu interior, atualmente a Igreja é também muito utilizada para concertos de música clássica. O templo católico foi erguido no século XIII e chegou a ser uma mesquita durante o período em que Budapeste passou pela ocupação dos turcos. 

 

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Igreja de Matias

Bem próximo ao Bastião dos Pescadores tem poucos restaurantes mas ali encontramos uma filial do Famoso Jamie Oliver , foi uma grata surpresa para fugir das pápricas por um dia!


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Rainha Jadwiga e eu!

Peste

O ponto mais fotografado de Peste é o edifício do Parlamento. Construído em estilo neogótico no final do século XIX, foi finalizado em 1904. O exterior é belíssimo , lembrando o parlamento inglês. O interior tem salas e decoração impressionantes, mas a visita é muito curta, meia hora com explicações muito básicas (só permitem visitas guiadas) e o valor bem salgado para o que oferece. Sabendo disto a decisão é sua!

 

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Parlamento Húngaro

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Escadaria do Parlamento

Logo ao lado do Parlamento fica o singelo e tocante monumento ” Sapatos do Danúbio” .  Concebido pelo cineasta Can Togay, ele o criou na margem leste do rio Danúbio com a escultora Gyula Pauer para homenagear os judeus que foram mortos por fascistas na Hungria durante a Segunda Guerra Mundial. São 60 pares de sapatos em bronze que lembram que as pessoas eram executadas a tiros na beira do rio e seus corpos levados pela correnteza,  mas antes tinham que se descalçar! Pena que o monumento está um pouco mal conservado!

 

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Sapatos do Danúbio

Seguindo pela beira do Danúbio até a Ponte das Correntes , avista-se um dos prédios mais emblemáticos do estilo Art Nouveau, o atual Hotel Four Seasons. Vale dar uma entrada , nem que seja para admirar a beleza dos vitrais e do trabalho em ferro fundido. O restaurante/bar é super charmoso para uma extravagância gastronômica.

 

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Four Seasons Hotel

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Bar do Four Seasons Hotel

No eixo central da cidade a Basílica de São Estevão é um ponto de referência. Uma das maiores igrejas da Hungria, um país religioso e católico. Aqui está o relicário com a mão do santo. Do alto da igreja , a vista da cidade é linda.

 

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Igreja de São Estevão

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Piso da Igreja de São Estevão

A cidade é repleta de esculturas interessantes e representativas . Algumas grandiosas e históricas . Outras delicadas e singelas, humanizam e aproximam a arte da vida quotidiana. Um policial bigodudo e meio fora de forma faz a “segurança” do charmoso calçadão que dá acesso à Basílica de Santo Estêvão. Na esquina das ruas Zrínyi e Október 6. Reza a lenda que esfregar o bigode do policial dá sorte – especialmente para encontrar  um bom lugar para um almoço rápido.

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Guarda na Zrínyi

A Rua Andrassy parte das costas da Igreja de São Estevão em direção ao Parque da Cidade. Ela é soberba , com casarões que lembra uma época de pujança e altivez. Uma das atrações mais fortes e marcantes fica em no meio do caminho entre as duas pontas, a Casa do Terror.

 

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Casa do Terror

Mostra com maestria as duas facetas de sistemas opostos que acabam sempre no mesmo fim , o fascismo e o comunismo. A Hungria sofreu com a ocupação Nazista na II Guerra e depois acabou sendo liberada pelo exército da URSS que usou o país como laboratório de seus horrores. Bem instrutivo para os tempos atuais , que tendem a usar a memória de forma tendenciosa. Uma aula de História com muita dor e sofrimento.

 

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Memorial do Milênio

Seguindo em direção à Praça dos Heróis , o grande Memorial do Milênio esta na entrada do Parque da Cidade e é a celebração dos mil anos do Estado Húngaro em 1929. O parque é muito frequentado pela população local e comporta a maior estação de águas termais da cidade , a Széchenyi. A cidade era conhecida desde os romanos como local de ótimos banhos curativos, com isto muitas estações foram criadas. Um costume muito caro ao povo que busca diversão , descanso e cura nas águas.

 

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Termas de Széchenyi.

Outra famosa é a Terma de Gellert , do outro lado do rio Danúbio. Esta mais reservada e menos popular , com uma arquitetura aristocrática maravilhosa. Vale a visita.

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Termas de Gellert

A cidade é bem concentrada e com exceção a subida do Castelo e o Mercado Central pode ser quase toda feita a pé. Seguir de metrô , que tem estações lindas ao longo da Rua Andrassy, até o Mercado Central.

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Metro da Rua Andrassy

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Mercado Central

Linda estrutura de ferro que mostra toda a riqueza da culinário local. Muita páprica em todos os formatos. Vale a visita pela arquitetura e compra de algum souvenir. Mas não aconselho comer nas banquinhas, muito confuso e a qualidade não achei das melhores.

 

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Mercado Central

À noite o programa é conhecer os ruin pubs. Bares que começaram em prédios abandonados e arruinados e hoje são uma instituição no bairro judeu. Atmosfera informal que congrega arte, eventos culturais e uma vida noturna fora da caixa, para experimentar uma pegada mais alternativa. Varias passagens tem galerias cheias de vida noturna como a Gozsdu Udvar. 

A ideia é que de fora não se dê nada pelo lugar , mas vá em frente que a surpresa é grande!


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Szimpla 

O Szimpla é o mais famoso , mas tem outros mais louquinhos e alguns mais comportados também.

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Szimpla Ruin Pub

Adoramos jantar no Mazel Tov, com culinária judaica e muito bom astral.

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Estivemos na cidade num feirado e nos divertimos com a quantidade de festas pelas ruas. Mas os pontos tradicionais ainda atraem muita gente , este é o caso do Café New York, a fila de chineses na porta tornava o acesso proibitivo, mas ainda assim deu para entrar e dar uma espiadinha para apreciar a orquestra que tocava no café da manhã, porque ali também funciona um hotel. É lindo e vale uma passada. 


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Café New York

Uma transversal da Andrassy Ut , a  Liszt Ferenc tr , é uma pequena rua que tem uma enorme concentração de restaurantes e bares muito legais.

Uma cidade que deixou um gostinho de quero mais e que dá para voltar em breve!

Esta escultura em homenagem ao livro “Os Meninos da Rua Paulo ” clássico da literatura infanto-juvenil húngara de Ferenc Molnár , não chegamos a encontrar, um bom motivo para voltar.

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Escultura de Szanyi Péter

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