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Datcha, uma instituição russa

A Datcha é uma instituição russa. Tem sua origem no século 18, derivada da palavra “davat” (dar). Na época, o czar costumava dar para os seus vassalos um pedaço de terra junto com os camponeses que viviam nela na qualidade de pagamento por um serviço fiel. 
 
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No período da Revolução comunista da URSS as datchas serviram de refúgio e de possibilidade de uma alimentação mais completa , frente a escassez e limites dos armazéns estatais, Ali as pessoas produziam numa agricultura de subsistência e também vendiam o excedente para se manterem frente ao precário soldo estatal: 
 
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“Há 30 anos seguidos passamos o verão na ‘datcha’. Aqui eu tenho a minha horta: batatas, pepinos, tomates, abobrinha, cebola, cenoura, morango, groselha. Durante o verão, comemos tudo isso diretamente dos canteiros e no inverno, em forma de conservas, lembrando os dias de verão.” relata a aposentada do Estado Russo.
 
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O outono é a melhor época para visitar as residências nos arredores das cidades de poetas e escritores russos, a maioria dos quais vivia em suas quintas o ano inteiro.

“A tradição das ‘datchas’ é uma espécie de compensação para os moradores dos centros urbanos pelas precárias condições de vida. Lá, em meio à natureza, as pessoas se deleitam com a pesca, banhos, coleta de cogumelos e com o cultivo de abobrinhas e tomates. Um amigo disse que em Moscou o ar é sufocante e, por isso, temos de ir à sua aldeia natal. A casa de madeira junto a uma estradinha irregular parece o início de um conto de fadas. Caixilhos brancos trabalhados adornam as janelas como colarinhos engomados e numa delas cochila um gato. A anfitriã nos cumprimenta com “golubtsi” (folhas de repolho recheadas de carne moída e arroz). Mas antes temos que suar bastante em uma sauna que exala um tremendo calor”. Kerstin Holm, jornalista

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Os poetas russos gostavam do outono. A estação significava a liberdade e calma, uma magnificência não captável da natureza que se vai apagando gradualmente. O verdadeiro outono na parte europeia da Rússia não dura mais do que poucas semanas – é um período fugaz de ramagens douradas, folhas cor de mostarda debaixo dos pés, pores do sol rubros e crepúsculos frios. Chamado “outono dourado”, é a melhor época para visitar as residências nos arredores das cidades de poetas e escritores russos, a maioria dos quais vivia em suas quintas o ano inteiro.

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Os trabalhos em madeira nas janelas são uma característica da arquitetura das datchas.

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Iásnaia Poliana

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” O escritor “outonal” Lev Tolstói (nasceu em 9 de Setembro de 1828 pelo calendário gregoriano) viveu e escreveu na propriedade familiar Iásnaia Poliana, a 200 quilômetros ao sul de Moscou. Foi aqui que escreveu os seus célebres romances “Guerra e Paz”, “Anna Karénina” e um extenso rol de outras obras. Também foi sepultado no local. Hoje, o Memorial Iássnaia Poliana abrange a casa como era no tempo do escritor, com objetos pessoais, uma biblioteca de 20 mil volumes, a habitação do avô de Tolstói, o príncipe Volkónski, o anexo de Kuzmínski, onde ficava a escola que Tolstói abriu para as crianças camponesas, e um balneário.” Gazeta Russa

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O filme ” A última Estação” de 2009 conta os últimos tempos do escritor em sua propriedade. O britânico Michael Hoffman realizou um filme sobre a vida e obra de Tolstói, muito rico em detalhes de sua vida e pensamento.

Bolchóoe Bóldino

 “Outono de Bóldino (1830-1833) foi o período mais profícuo da vida literária de Aleksnadr Púchkin. Foi quando trabalhou em “Evguéni Onéguin”, “Pequenas Tragédias” e mais de 30 poemas. No tempo que passou como eremita em Bolchóe Bóldino, povoação da região de Nijegoródskaia, a 570 quilômetros de Moscou, devido à quarentena decretada depois do anúncio de um surto de cólera, casou, como muito desejava, com Natália Gontcharova. Os habitantes do referido povoado declararam esta uma “reserva puchkiniana” em 1918. A reserva contempla o parque, a parte da floresta preferida do poeta, a quinta restaurada e o escritório da propriedade familiar, reconstruído posteriormente.” Gazeta Russa

 

Abrámtsevo

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A quinta que é hoje o museu-reserva Abrámtsevo, localiza-se a 76 quilômetros de Moscou no coração do Anel de Ouro . Foi o refúgio do empresário e mecenas das artes Savva Mámontov. Graças a ele,  tornou-se um centro da vida artística da Rússia no final do século 19. A propriedade era um ponto de encontro de escritores como Gógol e Turguênev, os dos maiores  pintores do período Répin, Vassnetsov, Vrubel, Korovin e Levitan . Atualmente, o museu ocupa uma área de 50 hectares com parque e monumentos arquitetônicos dos séculos 18 e 19.

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Para saber mais sobre as cidades medievais russas do entorno de Moscow entre aqui Suzdal e o Anel de Ouro

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