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Aventura Ecoturismo Jordânia Oriente Médio Sem categoria Travel experience Variedades

A conciliadora e surpreendente Jordânia

Começando mais uma jornada de prospecção! Desta vez e o Oriente Médio é o nosso destino, vamos buscar o que há de mais interessante , as experiências mais legais na Jordânia !

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A Jordânia é um país quase sem litoral e relativamente pequeno com uma população de pouco mais de 9,5 milhões de pessoas. São muçulmanos e predominantemente sunitas.

O país é considerado um dos lugares mais seguros do do Oriente Médio, tendo se submetido a políticas de paz tanto americanas e israelenses, quanto da Arábia Saudita. Em 1920, a antiga Jordânia tinha uma população de 200 mil pessoas, sendo que deste total mais da metade era nômade, vivendo nas terras áridas do comércio e pastoreio. Em 100 anos , o pais recebeu migrantes de todas as regiões vizinhas.

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 A Jordânia tem sido muito hospitaleira mesmo em meio ao tumulto dos países circundantes, aceitando refugiados de praticamente todos os conflitos desde 1948, com estimativas dizendo que quase 70% de sua população é proveniente de refugiados palestinos  e  atualmente 1,4 milhões de sírios vivem no país. 

Os iraquianos trouxeram muito dinheiro, os sírios vivem em campos refugiados em situação mais precária, os palestinos com passaporte da Jordânia
que vieram depois da guerra 1967 foram praticamente incorporados à população . E , apesar dos tratados de paz, muitos jordanianos continuam considerando o Estado hebreu como um “inimigo”.

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A terra é árida  , mas baseada na experiencia de Israel , pode-se considerar que com irrigação  seria fértil , mas a água do subsolo não pode ser explorada pela população por conta de leis nacionais. Uma boa questão !

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Um roteiro de turismo pode começar no Mar Morto.
Quem nunca imaginou como seria este lugar tão falado, que faz parte de nosso imaginário e de nossa história mais antiga.
O Mar Morto, que banha Israel, a Cisjordânia e a Jordânia, na verdade é um lago salgado , bem pequeno até! São somente 3km de largura separando a Jordânia,  de onde estávamos dava para ver pequenas luzes  no alto das montanhas do outro lado, onde está Jerusalém.

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Mas as curiosidades não param por aí , o Mar Morto está há mais de 400 metros abaixo do nível do mar, sendo o ponto mais baixo em terra seca do planeta. Aqui vai uma pergunta para dermatologistas de plantão, eles dizem por aqui que os raios ultravioleta não atingem estas profundezas e por isto não precisa colocar filtro solar! Duvidei!!!
Já a famosa água hiper salgada, dez vezes mais concentrado do que o mar, permite uma flutuação sem esforço e a lama negra rica em sais minerais promete a juventude eterna.

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Que tal?
Eu fico com um jantar garantido ao entardecer nesta mesa linda.

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Wadi Rum ou Vale da Lua é a região de deserto ao sul da Jordânia, quase no Mar Vermelho e próxima à fronteira da Arábia Saudita.
Já visitei muitos desertos e tenho uma queda forte pela paisagem monocromática, me encantam as histórias dos povos nômades e os principalmente as noites enluaradas.
Hoje coloquei na minha lista um dos mais cenográficos desertor , o Wadi Rum, com suas areias avermelhadas e montanhas de pedras verticais , tem uma força telúrica diferente numa das regiões mais longamente habitada na terra.

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Desta região vem os habitantes mais antigos do país , os beduínos nômades. Algumas tradições ainda são mantidas , o chá é servido em tendas e muitos ainda vivem em comunhão com a imensidão do deserto.

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Mas a modernidade chegou e o turismo , que é a principal indústria do país, faz a sua parte. 

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Montanhas de arenito com água das encostas causam uma forte sensação da nossa pequena dimensão frente a grandiosidade da natureza .
Aqui as Montanhas chegam a mais de mil metros de altura, uma paisagem ingrime que parece que brota do chão. A aventura começa com a chegada , em jipes abertos dirigidos pelos beduínos , proprietários de toda a hotelaria e transporte no deserto.

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Dormir numa estrutura de vidro com teto transparente em noite de lua cheia, posso dizer que foi uma experiência para ficar nos anais da história.
São muitos acampamentos em estilo beduíno e alguns num formato de iglu-bolha, fazendo a paisagem de Perdidos em Marte ser revivida.

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Por sinal o filme foi gravado aqui. Mas foi outro filme épico que colocou as areias da Jordânia no circuito turístico mundial foi Lawrence da Arábia.

Este inglês foi o protagonista de uma história triste de traição e colonialismo. Os ingleses prometeram aos árabes apoiar sua independência frente ao Império Otomano na primeira Guerra Mundial , em troca de apoio na luta contra alemães e turcos. Com a vitoria inglesa, a região foi loteada virando colônias inglesas e francesas, sendo a palavra empenhada esquecida pelas circunstancias. Uma vergonha histórica.

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Acabei de cumprir uma meta!
Conheci a sétima maravilha do mundo moderno. Por mais fotos e imagens que se veja de Petra , nada consegue dar a dimensão do que se encontra por aqui.

Petra é uma metrópole gigante de túmulos, monumentos e outras estruturas religiosas elaboradas esculpidas diretamente em penhascos de arenito

DSC06000Monastério como uma Igreja

Calcula-se ter tido uns 30 mil habitantes quando foi construída por uma tribo árabe nômade, os Nabateus no século III a.C.
Um colosso onde a gente caminha mais de 5 quilômetros por desfiladeiro e ruas repletas de tumbas esculpidas nas rochas.

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Os Nabateus utilizavam estilos arquitetônicos de grandes civilizações da época . Pensaram como os egípcios para construir suas tumbas com vistas à eternidade. Fizeram  fachadas com elementos gregos e posteriormente a cidade foi tomada pelos romanos.
Tudo isso era possível, porque a cidade tinha importância estratégica . Estava situada na rota de comércio que ligava península árabe e Egito à Roma, Grécia e Síria.

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Os Nabateus  eram beduínos nômades do norte dá Arábia Saudita que desde 1200 a C deixaram registros,  mas enriqueceram muito com tributos de rotas comercias que vinham desde a China, conseguindo construir cidades colossais como a incrível Petra que enterrada chegou até os nossos dias. O Reino Nabateu chegou até o Mar Vermelho, Síria e faixa de Gaza.

As caravanas carregadas de incenso, seda e especiarias e outros artigos exóticos paravam em Petra que tinha um abundante abastecimento de água e oferecia proteção contra os saqueadores. Em troca da sua hospitalidade, os Nabateus cobravam um imposto sobre todas as mercadorias que passavam na cidade e ficaram ricos com as receitas.

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Em 64 a.C., os Romanos chegaram e estabeleceram uma província romana na Síria. Constituíram a Liga de Decápolis, com dez cidades-estado, que evitou os movimentos de expansão dos Nabateus. Em 106 d.C., anexaram o Reino dos Nabateus, integrando-o na Província Romana da Arábia.

Petra prosperou sob domínio romano e foram feitas várias alterações ao estilo romano na cidade, incluindo a ampliação do teatro, a pavimentação da Rua de Colunatas e um arco de triunfo que foi construído acima do Siq. Os Romanos assumiram o controle das rotas comerciais lucrativas e desviaram-nas de Petra. Foi o início do fim para os Nabateus, cuja riqueza e poder entraram, gradualmente, em declínio.

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Em primeiro lugar, os Nabateus eram agricultores. Cultivavam a vinha, o olival e criavam camelos, ovelhas, cabras e cavalos. Eram peritos na gestão da água e construíram uma complexa rede de canais e de cisternas para transportar a água. Até hoje se pode ver vestígios destas obras. 

 

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O Tesouro como sala de sacrifício e tumba

Esta cidade, outrora magnífica, foi esquecida pelo mundo ocidental até que o viajante suíço Johann Ludwig Burckhardt, disfarçado de árabe, a descobriu no dia 22 de Agosto de 1812.

Mas a Jordânia é muito mais que a bela cidade esculpida nas rochas pelos nabateus. A região foi  dominada por bizantinos, que deixaram uma ótima herança,  mosaicos enfeitam suas partes mais antigas e são uma arte cultivada no país. 
A cidade de Madaba é a capital dos mosaicos na Jordânia . Inclusive tem uma escola dedicada a pessoas com problemas físicos, patrocinada pela própria rainha Rania , muito amada pelos seus discípulos. 

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Aqui um parêntese, descendente direto de Maomé , Abdullah II assumiu o trono da Jordânia em 1999, por morte do pai. O príncipe foi educado nos Estados Unidos. Casado desde 1993 com Rania, Abdullah descreveu com um simples “Uau!”, na sua autobiografia, a primeira impressão que teve da bela moça de origem palestina na primeira vez que a viu. A origem da mulher é uma vantagem num país onde grande parte da população descende de refugiados palestinos. Pais de quatro filhos, os reis são um exemplo de modernidade na região – ela é a campeã das redes sociais, ele gosta de andar de moto, mergulhar, fazer pára-quedismo. Conseguiram passar quase ilesos pelos movimentos da Primavera Árabe em 2010.

Família real jordaniana

Um contraste com outros países muçulmanos , onde a monarquia é tão sagrada que é crime de lesa-majestade até falar sobre a vida privada de seus reis. Sofri uma quase prisão no Marrocos recentemente, quando disse para o grupo que eu acompanhava que o monarca Mohammed VI  tinha se divorciado de sua esposa Lala Salma, o guia marroquino que nos acompanhava ficou furioso e queria me denunciar! Pode?

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Os Cruzados também andaram por aqui e construíram um Castelo para sua proteção. Logo em frente os atuais empreendedores colocaram o menor hotel do mundo, alguém se arrisca?

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Mesmo que você não tenha muito tempo vale a pena passar por Amã, afinal a capital da Jordânia é um ponto estratégico para conhecer Jerash, Madaba e Monte Nebo por exemplo.

Porém Amã, além de ser uma cidade moderna e limpa com uma arquitetura sui generis ,  reserva muitas surpresas  como a Cidadela e o Anfiteatro Romano.

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 Muitas vezes a cidade se mistura com os lugares históricos, como num imenso museu ao ar livre. Assim é com o Anfiteatro Romano.

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Por ali ótimos hotéis e restaurantes mostram a importância do turismo no país. Em termos de gastronomia , preparem-se para ganhar alguns quilinhos. Muita fartura em pratos saborosos e calóricos. Este era a entrada de um almoço típico para duas pessoas, imaginem?

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Jerash,  uma cidade romana em plena Jordânia, 45 km ao norte de Amã.
Construída originalmente na época helenística grega, por um dos generais de Alexandre Magno no século III ª C.

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É a Cidade romana mais completa e conservada do Oriente Médio, com toda a infraestrutura da urbes: estádio, dois teatros, ruas pavimentadas, templos, banhos, arcos , mercados e praças. Chamada de Gerasa durante o período greco-romano, a cidade possui mais de três mil anos de história e vestígios mostram que é ocupada por humanos há mais de seis milênios. Hoje, é a segunda atração turística mais popular do país, ficando atrás apenas de Petra, mas mesmo assim ainda bem tranquila.

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Nos últimos dois mil anos, Jerash sofreu com guerras e terremotos. Suas ruínas permaneceram praticamente enterradas , até serem redescobertas no século XIX. A grandiosidade e o alto nível de conservação das ruínas, com direito a muitos detalhes e  decorações feitas em mosaicos. Acredita-se que apenas 25% do que existe tenha sido desenterrado . Vamos ter ainda bons motivos para voltar a Jordânia, roteiro Viajando com Arte em breve.

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2 COMENTÁRIOS
  • Acyr
    1 semana atrás

    Gostei demais dos lugares por vcs visitados ,a linda Jordânia parabéns nuc

    • Mylene
      1 semana atrás
      AUTHOR

      Ola Acyr,
      Obrigada pela mensagem.
      Buscamos sempre lugares inusitados e experiencias em nossos destinos.
      Seja bem vindo em nossa pagina.
      Abraço
      Mylene

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