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O jovem que deu uma volta ao mundo entrevistando e fotografando crianças – por Felipe Pereira

Em julho de 2013, passei 4 dias em uma ilha hondurenha, na companhia do menino da fotografia abaixo. Conheci-o no primeiro, e me despedi dele no último, com a naturalidade de quem já vinha se mantendo em um estado constante de partida havia mais de um ano. Javier foi uma das últimas crianças que eu entrevistei durante minha viagem.

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  Javier, eu e um paraíso caribenho pouco conhecido

Com 19 anos recém completos, comecei a dar uma volta ao mundo sozinho. O tempo vinha roubando de mim, e de todos amigos ao meu redor, a juventude que um dia tínhamos esbanjado. Meu melhor amigo, que sonhava comigo desde a infância em fazer essa viagem, desistira dela.

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 https://www.youtube.com/watch?v=ianGjUcGOv4

A história do vídeo é verdadeira. E o jovem que a conta sou eu.

Percebendo que muitos outros viravam adultos e abandonavam antigos sonhos, decidi partir sozinho e de imediato, com as economias de uma adolescência passada, em grande parte, adentrando concursos culturais e vendendo os prêmios ganhos na internet.

 

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Crianças no Himalaia

 

Durante a jornada, que me levou para mais de 30 países em quase um ano e meio, entrevistei e fotografei as crianças que cruzaram meu caminho, tentando redescobrir a juventude através das palavras e dos olhares delas.

 

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A rota percorrida

 

Foram 6 meses na Europa, um semestre na Ásia, e pouco menos que isso na América Central. Os lugares que mais me marcaram não foram aqueles que percorri rapidamente cobrindo grande distância, mas sim aqueles em que diminuí o ritmo e permaneci por um bom tempo. É o caso da vila na Indonésia em que fui “adotado” por uma família nativa, virei professor em meio período na escola local, aprendi a me comunicar no dialeto deles e surfei e joguei bola até não poder mais.

 

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Pés descalços, todos sentados no chão: era assim o ambiente escolar no interior da Indonésia

 

A história, originalmente contada em forma de carta ao melhor amigo, virou um livro. E o livro virou o centro de um projeto de financiamento coletivo. O funcionamento do financiamento coletivo é novidade para muitos, aliás. No modelo, aqueles que querem ver um projeto acontecer podem “comprar” uma recompensa através de um “apoio” em dinheiro. No entanto, o “apoio” só é debitado – e as recompensas só são produzidas – se o projeto bate sua meta de arrecadação (geralmente, um valor que cobre os custos de produção da obra) ao fim do prazo estipulado. Caso a meta não seja batida, o dinheiro volta para o apoiador, e ninguém sai perdendo. Para conhecer esse projeto, ver as formas de apoio, e saber mais sobre a história, clique http://www.catarse.me/pt/JovemOSuficiente

 

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