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Usina de Arte, Pernambuco no circuito de jardins com arte

Tudo começou com um roteiro do Viajando com Arte para o Instituto Inhotim, quem diria, quanto orgulho!

Bruna e Ricardo Pessoa de Queiroz fizeram parte do grupo que nós montamos para a diretoria da Bienal do Mercosul  conhecer o espaço mais incrível de arte contemporânea ao ar livre do Brasil , o que serviu de inspiração para o nascimento da Usina de Arte na antiga usina de açúcar da família em Pernambuco.

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Ricardo e Bruna Pessoa de Queiroz

(Foto : Revista Algo Mais)

No local onde a cana-de-açúcar foi o foco por décadas, hoje é a arte que está brotando. No antigo campo de pouso da Usina Santa Terezinha, em Água Preta,  nasceu em 2016, a Usina de Arte. Inspirado no Instituto Inhotim, o projeto pernambucano é um parque-jardim botânico de 29 hectares, com obras de artistas consagrados funcionando como um polo de renovação.

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“É um lugar que deixou de moer cana para moer arte. Tudo aqui foi de 2016 para cá. Inclusive as três lagoas são de água de nascente, que se formaram por gravidade. Esse é um tipo de empreendimento que não dá para ter muita pressa para construir”, afirma Ricardo Pessoa de Queiroz via Revista Algo Mais.

A Usina de Arte é um projeto que vai se construindo continuamente, com a chegada de novas obras, além da plantação de jardins com espécies vindas do mundo inteiro. 

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O Projeto de Residências foi o ponto de partida e promove interação com a cultura local e a desconstrução de paradigmas econômicos e sociais. Hoje é seu maior diferencial, com caráter interativo e curadoria do artista pernambucano, José Rufino.

As residências artísticas têm foco na arte contemporânea. O programa ganhou corpo a partir das visitas do designer Hugo França a Santa Terezinha, com a criação de esculturas mobiliárias em troncos de árvores condenadas do próprio local.

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Os artistas convidados têm total liberdade de criação, mas a cultura sucroalcooleira permeia a maior parte das reflexões e questionamentos propostos por suas obras.Todo artista convidado a realizar uma residência na Usina de Arte é apresentado aos oito predicados da Arte Útil, como: propor novos usos para a arte dentro da sociedade, responder a demandas urgentes, operar em uma escala de 1:1 e substituir autores por iniciadores e espectadores por usuários. É claro que nem todos os artistas conseguem ou querem se enquadrar nesses preceitos.

A obra do pernambucano Paulo Meira,  Rádio Catimbó, um híbrido de escultura e rádio comunitária, já serviu de base para cursos de radialista para adolescentes da comunidade. “Mesmo depois de terminado, o trabalho continua ali e tem vida própria. Paulo Meira nem precisa saber o que está acontecendo lá agora”, diz Rufino.

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E foi a partir de uma obra deste Projeto Residências que 2021 viu a polêmica se instalar no coração do solo da Usina. 

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Desde sempre a nudez feminina na arte causa discussões acaloradas e preconceito.
Não é por acaso que uma das obras de arte mais censuradas da história da arte seja “L’Origine du Monde” (“A origem do mundo”). Foi pintada em 1866 pelo realista Gustave Courbet, a pedido de um  diplomata turco otomano e hoje exposta com destaque no Museu D´Orsay em Paris.
 
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“Em meio a tantas rochas no meio do caminho desse ano distópico, finalmente termino o ano com a obra ‘Diva’ pronta.” A frase em tom de celebração inicia uma postagem no Instagram em que a artista plástica Juliana Notari apresenta ao mundo a sua mais nova criação: uma vulva de 33m de altura, por 16m de largura e 6m de profundidade, recoberta por concreto armado e resina.
Juliana Notari trabalha com a figura da vulva ferida há 20 anos em performances e instalações. “Ela tem uma conotação de um feminino traumático, que marca a questão do trauma”.
 
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Outra artista que representava flores/vulvas foi a americana Georgia O’Keeffe em meados do século XX e também sofreu discriminação a junto com sua arte. Hoje é considerada a mãe do modernismo nos Estados Unidos.
 
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Em meio a polêmica nas redes sociais mais um pouco de pólvora foi adicionado com a falsa notícia de que a obra teria sido financiada com dinheiro público, o que já foi desmentido pelo jornal Estadão: 
“Sebrae informou que não houve nenhum auxílio financeiro para realização da obra. Tanto o Sebrae quanto a Usina de Arte, entidade que financiou a obra, informaram que existe uma parceria entre os dois desde 2017,  mas somente para formação e apoio a empreendedores de comunidades vizinhas.” 
 
Não vejo a hora de conhecer! Fica perto de Palmares, entre Recife e Maceió.
 
 

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